Economia mineral e arcabouço regulatório: análise espacial da arrecadação da CFEM na Bahia

Autores

  • Paulo Henrique Monteiro Guimarães Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso
  • Rogério Pereira Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Ciências Humanas DCH
  • Maria Eduarda dos Santos Universidade Federal do Mato Grosso

Palavras-chave:

arcabouço regulatório, autocorrelação espacial , economia mineral , índice de Moran , mineração

Resumo

Este estudo analisa a distribuição geoespacial da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) na Bahia entre 2003 e 2026, articulando a dinâmica da economia mineral aos marcos do arcabouço regulatório vigente. A pesquisa adotou uma abordagem descritiva e longitudinal, utilizando técnicas de análise espacial, como os Índices de Moran global e local, para avaliar padrões de concentração e autocorrelação da arrecadação municipal. Os resultados mostram que, embora a CFEM tenha apresentado crescimento significativo no período analisado, a sua distribuição foi marcadamente desigual entre os municípios, concentrando-se em apenas 10 municípios que detêm 74,3% de toda a receita gerada, restando apenas 25,7% para ser pulverizado entre os restantes mais de 400 municípios do estado, o que evidencia a formação de clusters espaciais de alta arrecadação. Verificou-se ainda que a validação estatística do Índice Global de Moran (I = 0,0835; p < 0,01$) confirmou, com um nível de confiança superior a 99%, que essa distribuição desigual não ocorre de maneira aleatória, mas manifesta uma autocorrelação espacial positiva traduzida na formação de um nítido cluster Alto-Alto (HH) na porção centro-norte do estado, assentado sobre os limites geológicos do Cráton do São Francisco.

Biografia do Autor

Paulo Henrique Monteiro Guimarães, Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso

Doutor em Economia pelo Programa de Pós-Graduação em Economia (PIMES) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Possui formação multidisciplinar, sendo mestre em Economia e bacharel em Estatística e em Economia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É especialista em Gestão Pública (IFMT), Gestão de Cidades Inteligentes (UNIALFA) e Gestão no Agronegócio (UFR). Atualmente, é graduando em Direito pela FDC e realiza especialização em Direito da Mineração, Ambiental e ESG pelo Instituto Minere. Servidor público de carreira desde 2005, atua como Analista Regulador - Economista na Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER-MT), onde exerceu o mandato de Diretor Regulador de Transportes e Rodovias (20192023). Atuou como Coordenador de Métodos Estatísticos na SEPLAN-MT e Coordenador de Competitividade Industrial na SEDEC-MT. Suas áreas de interesse incluem: Regulação Econômica, Serviços Públicos e Concessões, Mineração, Direito Regulatório, Direito Minerário, Economia da Energia, Crescimento e Desenvolvimento Econômico, e Métodos Quantitativos.

Rogério Pereira, Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Ciências Humanas DCH

Doutor em Economia pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal de Pernambuco (PIMES/UFPE), com experiência profissional desenvolvida no Brasil, atuando principalmente como professor adjunto do curso de administração da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Como pesquisador atua na coordenação do Grupo de Estudos Regionais e Urbanos (GERU), e como membro do Grupo de Estudos em Economia Espacial (GEESP/UFBA). da Associação Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos (ABER) e da Regional Science Association International (RSAI). Foi bolsista CNPQ durante o mestrado, e, PAC/UNEB, no doutorado. Possui trabalhos publicados em Economia Regional e Urbana, Economia Social e Economia dos Recursos Naturais e Hídricos; sendo que seu último trabalho foi publicado pela Regional Science: policy and practice. Recentemente, atuou como consultor/pesquisador no projeto COVID/19-Inteligência Artificial, em parceria com o CIDACS/Fiocruz e o CIMATEC/SENAI. Além disso, iniciou o projeto Sustentabilidade no Semiárido Brasileiro: uma aplicação de micro-simulação e machine learning à legislação ambiental nacional. Habilidades adicionais: Html, CSS, Javascript, Python, R, Figma, Airtable, Salesforce e Dod-Seta. 

Maria Eduarda dos Santos, Universidade Federal do Mato Grosso

Graduanda em Economia pela Universidade Federal do Mato Grosso. 

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Publicado

23-10-2026

Como Citar

Guimarães, P. H. M., Pereira, R., & dos Santos, M. E. (2026). Economia mineral e arcabouço regulatório: análise espacial da arrecadação da CFEM na Bahia. Revista Para Graduandos Instituto Federal De Educação, Ciência E Tecnologia De São Paulo - Campus São Paulo - REGRASP, 11(1), 402–418. Recuperado de https://regrasp.spo.ifsp.edu.br/index.php/regrasp/article/view/1358

Edição

Seção

Artigos