Território de ação e pertencimento: relato de experiência de campo na Favela dos Eucaliptos, Santo André-SP
Palavras-chave:
planejamento crítico, territorialidades, pertencimento, contracartografias, favelasResumo
Este relato de experiência contextualiza a atividade de campo realizada na Favela dos Eucaliptos, em Santo André (SP), por estudantes de Licenciatura em Geografia do IFSP - Campus São Paulo. O objetivo foi investigar a produção socioespacial do território, analisando as contradições entre a infraestrutura precária, a ausência estatal e as táticas comunitárias de apropriação do espaço. O método baseou-se na observação participante, na realização de percursos comentados e no diálogo direto com moradores e lideranças locais, articulados aos referenciais teóricos da Geografia Crítica, Humana e Física. Os resultados revelaram acentuadas desigualdades socioespaciais, riscos ambientais e invisibilidade cartográfica. Conclui-se que a Favela dos Eucaliptos ultrapassa a dimensão comum da carência material, constituindo-se como um território vivo de resistência, pertencimento, solidariedade e ativa transformação social por meio da organização coletiva.
Referências
Ab'Saber, A. N. (1966). Domínio dos "mares de morros" no Brasil. Geomorfologia, 2, 1–9. https://biblio.fflch.usp.br/AbSaber_AN_1439337_DominioDosMaresDeMorrosNoBrasil.pdf
Ab'Sáber, A. N. (2003). Os domínios de natureza no Brasil: Potencialidades paisagísticas. Ateliê Editorial.
De Vechi, A., & Magalhães Júnior, C. A. de O. (2018). Aspectos positivos e negativos da cultura do eucalipto e os efeitos ambientais do seu cultivo. Revista Valore, 3(1), 495–507. https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/view/101/117
Ferreira, F. S. (Org.). (2026). O Sul como Norte: Fazedores de cultura periférica em movimento e suas marcas no mapa da cidade. Terra Redonda; Rede Beija-Flor.
Haesbaert, R. (2004). O mito da desterritorialização: Do "fim dos territórios" à multiterritorialidade. Bertrand Brasil.
Sabino, A., & Simões, R. (2013). Geografia e arqueologia: Uma visão do conceito de rugosidades de Milton Santos. Revista de Arqueologia Pública, 8, 174–188.
Santo André. Secretaria de Cultura e Turismo. (s.d.). Mapeamento cultural colaborativo. CulturAZ. https://culturaz.santoandre.sp.gov.br
Santos, M. (1998). O retorno do território. In Território: Globalização e fragmentação. Hucitec.
Santos, M. (2000). Por uma outra globalização: Do pensamento único à consciência universal. Record.
Santos, M. (2002). A natureza do espaço: Técnica e tempo, razão e emoção (4ª ed.). EdUSP.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Igor Pereira Minello, Juliana de Lima Silva, Paulo Roberto de Albuquerque Bomfim

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Todos os trabalhos publicados na REGRASP estão licenciados sob a Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
Isso significa que:
-
Qualquer pessoa pode copiar, distribuir, exibir, adaptar, remixar e até utilizar comercialmente os conteúdos publicados na revista;
-
Desde que sejam atribuídos os devidos créditos aos autores e à REGRASP como fonte original;
-
Não é exigida permissão adicional para reutilização, desde que respeitados os termos da licença.
Esta política está em conformidade com os princípios do acesso aberto, promovendo a ampla disseminação do conhecimento científico.