A propriedade coletiva como prática de resistência
DOI:
https://doi.org/10.47734/regrasp.v11.01.p149-160Palavras-chave:
propriedade coletiva, autogestão da terra, direito à terra, termo territorial coletivo, práticas socioterritoriaisResumo
Este trabalho apresenta resultados preliminares de uma pesquisa em andamento sobre o estudo da propriedade coletiva na América Latina, cujo objetivo é delinear a propriedade coletiva como uma prática de resistência. Parte do entendimento de que o planejamento urbano está pautado na propriedade privada individual, caracterizando-se em um modelo de desenvolvimento excludente e concentrador. Nesse sentido, a partir de revisão bibliográfica, foram identificados quatro casos em que a propriedade coletiva da terra se traduz como forma de resistência e emancipação de seus habitantes, com impactos que ultrapassam as barreiras da titulação. O Fideicomiso de la Tierra Caño Martín Peña garantiu a permanência da população em seu território e garantiu aos moradores o protagonismo nas decisões. A Comunidade Maria Auxiliadora, assim como a Cooperativa Shangri-la, mesmo apoiadas em mecanismos legais frágeis, promovem práticas que fortalecem o vínculo comunitário. E, os Quilombos, por meio do devir quilombola, constituem resistência e prática de emancipação que transcendem os limites dos territórios originais e tornam-se um farol para as disputas no meio urbano. Em suma, o trabalho busca compreender a propriedade coletiva para além de seus aspectos formais: como ato de resistência, autodeterminação e protagonismo de comunidades subalternizadas.
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