O estrangeiro em Drácula de Bram Stoker
Resumo
A obra gótica Drácula, de Bram Stoker (2018), evidencia a construção do medo do desconhecido a partir da figura do estrangeiro, associado ao bárbaro. Na Londres vitoriana do século XIX, tal concepção se entrelaça a um imaginário xenófobo e racista, no qual tudo que foge ao padrão cultural e étnico europeu ocidental passa a ser visto como ameaça. O discurso criminológico de Lombroso (2010), ao associar características físicas a tendências delinquentes, reforça a caracterização de Vlad Tepes como um invasor oriundo de terras “corrompidas”, mostrando certa intencionalidade. A análise bibliográfica e interpretativa, articulando o romance com o contexto histórico e cultural, indica que Stoker mobiliza estereótipos de sua época para amplificar a sensação de perigo. Os resultados revelam que o medo do desconhecido em Drácula não é apenas elemento ficcional, mas expressão literária de preconceitos estruturais do período.
Referências
Clark, S. (2020). Pensando com demônios: a ideia de bruxaria no princípio da Europa moderna. Trad. Celso Mauro Paciornik. Edusp.
Delumeau, J. (2009). História do medo no Ocidente: 1300-1800, uma cidade sitiada. Cia. das Letras.
Gonçalves, K. O. Nolli, L. R. (2016). Uma análise sobre a teoria do criminoso nato. Sala Criminal.
Kieckhefer, R. (2006). Magic in the Middle Ages. Cambridge University Press.
Lombroso, C. (2010). O Homem Delinquente. Tradução: Sebastian José Roque. Ícone.
Lovecraft, H. P. (2020). O horror sobrenatural em literatura. Iluminuras.
Richardson, M. (1959). The psychoanalysis of ghost Stories. Twentieth Century, 166, p.427.
Stoker, B. (2018). Drácula. Darkside.
Todorov, T. (2004). Introdução à literatura fantástica. Trad. Maria Clara Correa Castello. Perspectiva.
Vaz, A. D. (2005). José, Tereza, Zélia... e sua comunidade — Um território cigano. Revista Trilhos – Revista da Faculdade do Sudeste Goiano, Pires do Rio, 3(3), p. 95–109.
Copyright (c) 2025 Mariana Oliveira Barbosa Pinho, Thiago Antunes

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Todos os trabalhos publicados na REGRASP estão licenciados sob a Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
Isso significa que:
-
Qualquer pessoa pode copiar, distribuir, exibir, adaptar, remixar e até utilizar comercialmente os conteúdos publicados na revista;
-
Desde que sejam atribuídos os devidos créditos aos autores e à REGRASP como fonte original;
-
Não é exigida permissão adicional para reutilização, desde que respeitados os termos da licença.
Esta política está em conformidade com os princípios do acesso aberto, promovendo a ampla disseminação do conhecimento científico.









.png)




























